Mamíferos Família: Ursídeos Ordem: Carnívoros Tamanho: 1,5 m de
altura Peso: Aproximadamente 100 kg Descrição Panda é o nome comum
que se aplica à duas espécies: o panda pequeno também chamado de
panda vermelho, e o urso panda gigante. A aparência frágil tornou o
panda gigante em um dos animais mais queridos por crianças e
adultos. Tem o corpo maciço, cabeça larga e orelhas grandes e
arredondadas. A cauda é muito curta e as plantas dos pés são
peludas. As extremidades anteriores são providas de um osso que
desempenha a função de sexto dedo opositor. Nas orelhas, patas,
ombros e ao redor dos olhos, é de cor preta. O resto de sua pelagem
é branca e comprida, de textura espessa, densa e lanosa.
Distribuição Exclusivamente na China. Habita bosques de bambu. É
uma espécie ameaçada de extinção, pois sua sobrevivência depende da
conservação das florestas que, devido o avanço da agricultura, vem
tirando cada vez mais o seu espaço. Comportamento Solitário, é de
hábitos noturnos e crepusculares. Possui glândulas odoríferas sob a
cauda, que utiliza para marcar o caminho. Não hiberna no período
frio e pode descer a regiões de até 800m de altitude. Alimentação
Vive nos bosques das montanhas que tenham concentrações de bambu,
entre os 2.700 e 3.900 m de altitude. Com o seu "sexto dedo", pode
agarrar talos de bambu, alimentando-se dos brotos e raízes. Também
come outras plantas e, ocasionalmente, captura peixes e pequenos
roedores. Come durante 10 ou 12 horas diárias ingerindo de 10 a 15
kg de bambu. Reprodução O acasalamento ocorre de março a maio.
Neste período a fêmea só fica receptiva de 1 à 5 dias. Durante os
100 à 160 dias de gravidez nasce apenas um filhote, raramente dois,
entre os meses de agosto e setembro. Com um ano e meio de idade,
abandona a mãe. Atinge a maturidade sexual entre os 5 e 6 anos.
CARACTERÍSTICAS Panda, nome comum que se aplica a duas espécies: o
panda-pequeno, também chamado panda-vermelho, e o
urso-panda-gigante. O panda-menor é de tamanho semelhante ao de um
gato grande. Tem a pelagem castanho-avermelhada, com a parte
frontal das orelhas, as faces e o focinho brancos. A cauda é longa
e exibe um desenho de listras vermelhas e amarelas. O
urso-panda-gigante é um animal grande, parecido com um urso, com
pelagem longa, branca, densa e de aspecto lanoso; as patas, os
ombros, as orelhas e a área dos olhos são negras. É uma espécie
considerada ameaçada. Embora sejam geralmente incluídos na família
dos raccoons, alguns zoólogos acreditam que as duas espécies de
panda não são aparentadas e que o panda-gigante pertence de fato à
família dos ursos. Classificação Científica: o panda-vermelho
recebe o nome científico de Ailurus fulgens e o urso-panda-gigante
é Ailuropoda melanoleuca da ordem dos Carnivora (Carnívoros) e da
família Ursidae (Ursos). Panda-Gigante Seu nome científico é
Ailuropoda melanoleuca da ordem dos Carnivora (Carnívoros) e da
família Ursidae (Ursos). O panda-gigante é um hóspede muito raro
nos zoológicos do mundo. Dos poucos exemplares em exposição, alguns
morrem, outros se recusam a acasalar, e os que acasalam não tem
muita sorte com a cria, que acaba morrendo. A fêmea Chi-chi do
Zoológico de Londres ficou famosa por se ter recusado a "casar" com
o macho An-An, do Zoológico de Moscou. Chi-chi morreu com a
"avançada" idade de 15 anos, sem jamais ter sido mãe. Nos
zoológicos da China, terra natal dos pandas-gigantes, a reprodução
em cativeiro é mais bem-sucedida. Ali vivem algumas dezenas desses
animais; ocasionalmente, o governo chinês ofereceu um ou dois
exemplares a um chefe do governo do Ocidente. O panda-gigante é o
símbulo da WWF (World Wildlife Fund - Fundo Mundial para a Vida
Selvagem), uma das mais ativas e importantes associações protetora
dos animais. A escolha não foi apenas motivada pela ameaça de
extinção que paira sobre o panda-gigante, mas pela simpatia que
esse bicho inspira. O aspécto de bichinho de pelúcia e o jeito
desengonçado deO panda-gigante vive em planaltos e vales a
altitudes entre 2.500 e 4.000 metros, de clima frio e nublado. As
touceiras de bambu oferecem-lhe alimento e proteção. Um inimigo
natural do panda-gigante é o cão vermelho, um cão selvagem. Diz uma
lenda que, quando perseguido, o panda-gigante cobre os olhos com as
patas anteriores, enrola-se como uma bola e, como uma bola, rola
por declives. O panda-gigante habitava um extenso território do
Sudeste Asiático, juntamente com o estegodonte, um animal
semelhante ao elefante, o orangutango e o tapir. Há cerca de
100.000 anos dividida também seu território com os mamutes,
extintos na última era glacial. Hoje sua área de difusão é bastante
restrita. O panda-gigante é um animal essencialmente vegetariano.
Alimenta-se sobretudo de caules, folhas e brotos de bambu e, na
falta destes, de folhas, raízes, tubérculos, frutos e flores de
vegetais variados. Como é um animal de porte razoável (pode pesar
mais de 150 kilos), e o valor nutritivo do bambu é relativamente
baixo, o panda-gigante precisa comer de 15 a 20 kilos desse vegetal
por dia. O panda-gigante vive sozinho, exceto na época do
acasalamento. Quando não está comendo (e às vezes come durante 12
horas por dia) ou abrigado em ocos de árvores ou fendas de rochas,
deita-se num galho para dormir ou tomar sol. se movimentar fazem do
panda-gigante o favorito dos zoológicos. De vez em quando, o
panda-gigante come pequenos animais. Uma de suas vítimas é o
rato-do-bambu. Embora lento e desajeitado em terra, o panda-gigante
é um ágil trepador. Para escapar de seus inimigos naturais, procura
sempre refúgio nas árvores. Com o cão-vermelho, esse recurso
funciona. Mas quando o predador é o leopardo, outro excelente
trepador, tem poucas chances de escapar. O panda-gigante tem uma
espécie de sexto dedo, formado pelo crescimento de um dos ossos da
mão. Como esse "dedo'' se opõe aos demais, acaba assumindo a função
de polegar, e permite ao animal segurar e manipular com certa
destreza as varas de bambu. O panda-gigante banha-se freqüentemente
nas lagoas e riachos de montanha. Bom nadador, às vezes aproveita a
oportunidade para revelar outro de seus talentos: o de pescador. Se
a fome aperta, não hesita em comer um peixe. Segundo informações
obtidas nos zoológicos chineses, onde ocorreram alguns cruzamentos,
o panda-gigante acasala na primavera. No inverno, a fêmea dá à luz
um ou dois filhotes, num oco de árvore; os filhotes permanecem com
a mãe até os 3 anos. O panda-gigante é conhecido por sua disposição
para brincar, e pela variedade de movimentos e posições engraçadas,
como o hábito de plantar bananeira ou caminhar de cabeça para
baixo, apoiado sobre as mãos. Ao nascer, o panda-gigante é cego e
surdo. Tem apenas 10 centímetros de comprimento e pesa de 100 a 150
gramas. Vinte dias depois, pesa 500 gramas. A pelagem é curta, mas
já tem coloração da pelagem dos adultos. Aos 3 meses, os pêlos
tornam-se longos. O filhote ainda passa quase o dia inteiro
dormindo. Aos sete meses, é esperto e brincalhão. Pesa entre 15 a
20 kg, e alimenta-se sobretudo de bambu. Urso Panda O panda
(Ailuropoda melanoleuca) é um mamífero da família dos ursídeos,
endêmico da República Popular da China. O focinho curto lembrando
um urso de pelúcia (peluche), a pelagem preta e branca
característica e o jeito pacífico e bonachão o tornam um dos
animais mais queridos pela humanidade. Extremamente dócil e tímido,
dificilmente ataca o homem, a não ser quando extremamente irritado.
Da xiong mao, o nome em chinês para o panda, significa grande
urso-gato. Pode ser chamado também de huaxiong (urso de faixa),
maoxiong (urso felino) ou xiongmao (gato ursino). Registros
históricos de 3000 anos ("O Livro de História e o Livro de
Canções", a coleção mais antiga da poesia chinesa), o mencionam sob
o nome de pi e pixiu. O nome em latim Ailuropoda melanoleuca quer
dizer pé de gato preto e branco. A palavra panda é de origem
controversa. Popularidade O panda se tornou conhecido pelo Ocidente
em 1869, quando um caçador trouxe uma pele ao missionário jesuíta
francês Armand David. Em 1936, Ruth Harkness trouxe para os Estados
Unidos um filhote de panda, dando início à paixão ocidental pelo
animal. De 1936 a 1946, 14 pandas foram retirados da China por
estrangeiros. Em 1946, os chineses proibiram esta atividade. A
partir de 1957, a China passou a distribuir pandas como um ato de
boa-vontade, hábito que mantém até hoje. Classificação O panda
(Ailuropoda melanoleuca), também conhecido por urso-panda ou
panda-gigante, é um mamífero da ordem Carnivora, família Ursidae e
nativo da China central. Por muito tempo, junto ao panda-vermelho,
foi incluído na família dos procionídeos, a mesma dos guaxinins.
Testes genéticos recentes o recolocaram na família dos ursos, sendo
seu parente mais próximo, o urso-de-óculos, da América do Sul.
Existem duas subespécies de panda: Ailuropoda melanoleuca
melanoleuca - encontrada nas regiões montanhosas de Sichuan.
Ailuropoda melanoleuca qinlingensis - encontrada nas Montanhas
Qinling em Shaanxi. A primeira tentativa de classificação, por
Armand David, pôs o panda sob o gênero Ursus, chamando-o de Ursus
melanoleucus em 1869. Em 1870, Alphonse Milne-Edwards batizou com o
nome atual. Os pandas se separaram do ramo principal dos ursos
cerca de 15 a 18 milhões de anos atrás, conforme análise
comparativa de DNA. A essa época o Ursavus, ou urso da alvorada,
habitava a Europa subtropical. Fósseis mostram que o panda viveu em
ambientes e regiões diferentes das que está acostumado atualmente.
Registros fósseis também mostram uma segunda espécie, o Ailuropoda
minor, que tinha metade do tamanho do panda moderno. Um trabalho
publicado em 2002, mostra, através de estudos de seu genoma, que o
panda enfrentou um efeito de gargalo há 43.000 anos. Efeito de
gargalo é um evento em que a população de uma espécie é quase
dizimada e seus exemplares atuais descendem de um grupo pequeno de
sobreviventes. Distribuição O primeiro registro evolucionário do
panda encontra-se entre o final do Plioceno e o começo do
Pleistoceno. Fósseis foram encontrados na Myanmar, no Vietnã e na
porção oriental do China, alcançando até Beijing ao norte. Hoje em
dia só são encontrados no sudoeste da China. O panda habita as
serras de Minshan, Qinling, Qionglai, Liangshan, Daxiangling e
Xiaoxiangling. São montanhas cobertas por floresta úmida de
coníferas, habitat ideal para a espécie de bambu da qual se
alimenta. São consideradas um dos mais ricos ecossistemas de clima
temperado do planeta. As alturas em que o panda se distribui variam
entre 1.200 e 3.400 m. Aparência Exteriormente, o panda
assemelha-se a um urso de coloração contrastante. O panda de
Sichuan apresenta a conhecida pelagem preta e branca, enquanto a
subespécie de Qingling tem a pelagem em dois tons contrastantes de
marrom. As orelhas, o nariz, os pêlos em torno dos olhos, os ombros
e os membros são escuros. A face, o ventre e o lombo são brancos.
As orelhas são ovais e eretas. A pata do panda, com cinco dedos,
apresenta um "sexto dedo" a maneira de um polegar. Trata-se de uma
modificação de um osso sesamóide do pulso. Stephen Jay Gould,
escreveu um ensaio sobre isto e chamou de The Panda's Thumb seu
livro com ensaios sobre a evolução das espécies e temas afins. As
patas dianteiras são fortes, aptas a escalar, e mais longas e
musculosas que as patas traseiras. O rabo do panda tem cerca de 10
a 15 cm. Os olhos são pequenos. Enquanto os demais ursos tem
pupilas redondas, as pupilas do panda são como de gatos, o que lhes
dá o nome em chinês de urso-gato. Ao nascer, um filhote pesa apenas
90 a 130 g e é quase pelado. Quando adulto pesa entre 70 e 125 kg e
chega a medir até 1,90 m de comprimento. Polêmica O sexto "polegar"
do panda alimentou, através do livro Of Pandas and People, a
polêmica entre os defensores do neocriacionismo, que acreditam que
um planejamento inteligente rege a evolução das espécies, e os
defensores do evolucionismo tradicional. Os neocriacionistas pregam
que Deus, chamado de agente inteligente, está por detrás do
processo evolutivo. Os evolucionistas chamam isso de pseudociência,
uma vez que o neocriacionismo não atende os princípios básicos para
ser considerado ciência. Dieta Apesar de pertencer à ordem dos
Carnívoros, o panda é um animal herbívoro, alimentando-se quase que
exclusivamente de cerca de 30 espécies de bambu (99% de sua dieta).
Sabe-se que o panda também utiliza insectos e ovos como fonte de
proteína. É possível predar também roedores e filhotes de
cervos-almiscarados. Seu sistema digestivo não é plenamente
adaptado a quebrar as moléculas de celulose, contidas no bambu.
Isto leva ao panda consumir cerca de 40 kg de bambu por até 14
horas. Seus dentes e mandíbulas são extremamente fortes, adaptados
para triturar os colmos do bambu. Ainda que o bambu seja rico em
água (40% de seu peso, chegando a 90% no caso de brotos), o panda
bebe frequentemente água de riachos ou neve derretida. Em cativeiro
sua dieta consiste em bambu, cana-de-açúcar, mingau de arroz,
biscoito especial rico em fibras, cenoura, maçã e batata-doce.
Reprodução A época de reprodução dá-se na Primavera, quando os
machos competem pela fêmea fértil. A gestação é em média de 135
dias. Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza
frágil e delicada dos ursinhos, a mãe-panda opta por criar um único
filhote. O filhote rejeitado é abandonado à morte. O desmame dá-se
com um ano de idade, mas o panda já é capaz de ingerir o bambu em
pequenas quantidades desde os seis meses. O intervalo entre as
ninhadas é de dois anos ou mais. Somente 10% dos pandas em
cativeiro conseguem cruzar naturalmente. Apenas 30% das fêmeas
engravidam. Mais de 60% dos pandas cativos não demonstram qualquer
desejo sexual. A expectativa de vida de um panda é de 12 anos. Em
2005, Basi, uma ursa panda chinesa, comemorou 25 anos de idade, que
se comparam a 100 anos humanos. No mesmo ano, o panda criado em
cativeiro mais velho do mundo, uma fêmea chamada Meimei, morreu aos
36, equivalentes a 108 anos humanos, no jardim zoológico da cidade
de Guilin. Status de conservação A baixa taxa de natalidade, a alta
taxa de mortalidade infantil e a destruição de seu ambiente natural
colocam o panda sob ameaça de extinção. A caça não representa
problemas devido às rígidas leis chinesas. Em 1995, um fazendeiro
foi sentenciado a prisão perpétua por ter atirado em um panda. No
ano seguinte, dois homens foram condenados a morte após serem
presos portando peles de panda e macaco-dourado. A partir de 1997
passou-se a punir os infratores com uma pena de 20 anos de prisão.
Armadilhas para cervos-almiscarados e ursos-pretos muitas vezes
acabam ferindo pandas. O número de pandas selvagens na China está
estimado em 1.596. Em 2000 contavam-se 1.114 exemplares, espalhados
por territórios que têm uma superfície total de 23.000 km² nas
províncias de Sichuan, Gansu e Shaanxi. Existem 183 pandas-gigantes
em cativeiro na China, 100 dos quais, estão em um centro
especializado em Sichuan. Outros 20 espécimes se encontram
distribuídos pelos principais zoológicos do mundo. Baby boom 2005
foi considerado um grande ano para os projetos em criação da
espécie em cativeiro. 25 filhotes nascidos em zoológicos e centros
de reprodução sobreviveram. Em 2004, foram 9 os filhotes
sobreviventes. Hábitos Os pandas são animais normalmente
solitários. São mais ativos durante o pôr e o nascer do sol. Passam
o restante do tempo dormindo em bosques de bambu. Seu território é
marcado com uma combinação de odores da glândula anal, urina e
marcas com as garras. Evitam conflitos não usando áreas
compartilhadas do território durante o mesmo período. Como um
animal subtropical, o panda não hiberna. Panda na cultura Andy
Panda, criado por Walter Lantz (o mesmo criador do Pica-Pau), é um
personagem de desenho animado. O World Wildlife Fund (WWF) adotou o
panda como símbolo. O panda é o animal nacional da República
Popular da China. Panda Antivírus é umas das marcas mais populares
de antivírus. Canal Panda é um canal de televisão português voltado
ao público infanto-juvenil. Pandarens, guerreiros adeptos da luta
corpo-a-corpo e de uma boa bebida, foram inspirados nos pandas são
encontrados na expansão de Warcraft III:The Frozen Throne, jogo de
computador produzido pela Blizzard Entertainment. O panda Jing Jing
é um dos mascotes dos Jogos Olímpicos de 2008 em Beijing.

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